Segunda-feira, 3 de Julho de 2006

Flutuo

Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
O meu destino, está fora de mim e eu aceito
Sou eu, despida de medos e culpas confesso
 
Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar amanhã
 
Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
Amanhã pensar nisso sempre me dá mais jeito
Fazer de mim pretérito mais que perfeito
 
Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar amanhã
Hoje eu vou fugir para não me dar
À vontade de ser tua
Só para não te ouvir dizer que as coisas  vão mudar amanhã
Amanhã, amanhã
Amanhã, amanhã
 
Flutuo
 
Publicado por Moonlight_Isabell às 11:10

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10 comentários:
De TiBéu ( Isa) a 3 de Julho de 2006 às 17:58
O amanhã pode ser já ou nunca mais, por isso nada melhor que a esperança, deixa correr e que esse amanhã venha ou não, mas que Deus te faça uma pessoa muito feliz. Passou por aqui a tibéu
De Lover a 4 de Julho de 2006 às 17:40
Flutuar...quem não deseja tal! Fugir da realidade e apenas flutuar, deixando bem na terra todos os problemas e agonias... Espero que flutues sempre an tua vida e que sejas sempre feliz! De quem já tem mtas saudades tuas... Os teus amigos F e P... jocas grandes!
De Frog a 4 de Julho de 2006 às 17:44
Que a tua vida seja um constante flutuar entre o amor e a felicidade!...

Gostei muito do teu texto...

Beijosss
De Secreta a 5 de Julho de 2006 às 10:58
Um amanhã torna-se tão vago ... e fica sempre a sensação que esse "amanhã" pode nunca chegar...
Beijito.
De Madalena a 5 de Julho de 2006 às 18:10
E essa imagem, será apenas uma miragem??

;)
De maresiasuave a 6 de Julho de 2006 às 10:50
Lindas essa palavras...flutuar e com esse belo mar... Por vezes é necessario deixa mo nos ir...ao sabor da corrente...e entao "acordarmos"
V»Belo , alias coo sempre...convite

Beijo Maresi@
De amor_perfeito a 6 de Julho de 2006 às 23:09
Não deixes para amanhã o k podes fazer hoje...Flutua sim mas sempre com o objectivo do sonho se tornar realidade..não desistas nunca de ser feliz amiga, tu mereces..Jinhos
De Luar a 10 de Julho de 2006 às 10:06
Por vezes é preciso dar um tempo para as coisas se comporem...uma boa maneira de chamar à razão quem amamos.
De Jamour a 13 de Julho de 2006 às 09:26
Muito lindo :) Agradeço desde já as tuas visitas ao meu canto. Convido-te para festejar mais um ano. O meu canto faz dois aninhos. Aparece para bebermos um copo e saborearmos estas tuas lindas palavras.
De Trystam a 14 de Agosto de 2006 às 22:16

Os céus, muitos crêem que a última barreira que faltava ao homem transpor, finalmente já não há mais barreiras, o homem não conhece limites, o homem, tocou o reino intocado de Deus, não há mais razões para lutarmos.. Talvez a nossa loucura advém do facto de estarmos confinados, mas já não estamos, pelo menos não agora.
Chegamos aos céus, hoje um homem, amanhã outro e outro e outro, e em toda a nossa pressa devermos acabar por destruir o último reduto de paz que nos rodeia.
Juntemos nos todos e façamos em conjunto a coisa mais simples, rezemos a pedir por orientação, por paz, por tudo o que cremos e acreditamos. Já viajamos por mares e vales, montanhas e regiões polares.
Sinto me como que no fundo do mar, olho para cima e vejo um interminável azul, vejo peixes de todas as cores e feitios, almas esquecidas neste fundo que ninguém visita e que ninguém se lembra, apesar de encerrar os tesouros mais belos. Olho em meu redor, vejo as ruínas de um barco afundado, vestígios de outros tempos de outras pessoas, acerco me dele e reparo que no seu interior, adornos, ânforas um sem número de coisas lá jaz para a eternidade, tal como nós estamos destinados a um dia descansar. Repousa couraçado de outras épocas, navio de sonhos e pesadelos, tantas vidas salvaste como mataste, tantos marinheiros levaste para o fundo, deixando suas famílias em terra chorando pelo seu retorno em segurança. Repousa agora ancorado ao fundo pela ancora do tempo, serve agora de abrigo a peixes grandes e pequenos que por entre as suas poderosas madeiras vivem e encontram a protecção de uma mãe carinhosa que pacientemente olha pelos filhos.
Sinal de tempos, outrora sulcaste os mares e agora jazes lugubremente no fundo e encontraste a paz que só pode ser encontrada nos braços do esquecimento, na solidão no escuro e no vazio.
Resignado à sorte que te foi reservada, perduras na memória de alguns, no intimo de outros, navio de paixões e ódios, tal como a vida que cada um de nós leva.
O dia raia, noto o graças a uma tonalidade de azul mais clara que se acerca de mim, olho em redor, tudo se muda, o bulício do cardume de peixes que procura agora pela sua refeição matinal, o coral à minha volta acende se quase como que por magia, é agora uma sinfonia de cores que alegra este calmo lugar.
Dirijo me à superfície, a água em meu redor fica mais clara, mais transparente, olho para o fundo e vejo o negro, quase como que uma névoa protegesse aquele lugar, um lugar nos meus e nos teus sonhos, um abrigo seguro, um local de descanso, um lugar de sonhos. Irrompo à superfície, os raios de luz ferem me o olhar, olho em torno e vejo mar, terra, vegetação, venho das profundezas do mundo e almejo as montanhas, como sendo o meu destino final, tal como a mítica fénix que renasce das suas cinzas, renascerá todo o homem, para uma nova vida, com nova esperança.
Olho agora os céus, a marca divina vejo o azul, vejo nuvens, não .. não vejo nada disto vejo simplesmente o infinito, algo disforme, algo de não concreto, olho todo o dia, a sua beleza impregna o meu ser, o azul inunda os meu sentidos, entretanto cai a noite, olho o por do sol, que estende preguiçosamente os seus braços na água dando lugar à noite, estrelas, furos na cortina da noite, incontáveis, imemoriais, imutáveis, eternas.

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